O tudo é amplo demais para que eu possa considerar que todas as coisas no tudo servem para mim.
Por exemplo, não me dou bem com Medicina, apesar de achar a anatomia humana interessante. Eu prefiro Engenharia Química, mas eu realmente não suporto Termodinâmica e às vezes penso se não seria melhor ir para a área de Humanas, já que tudo na Exatas envolve Física.
Eu tenho uma preferência por mulheres, especialmente as magrinhas e pequenininhas e fofinhas como a Louie do canal Louie Ponto. Mas eu estou namorando um homem, e tudo bem.
Eu gosto que as pessoas ao meu redor deem risada, por isso acabo não me relacionando muito bem com pessoas sérias demais. Entretanto, às vezes eu preciso de uma conversa séria sobre assuntos pessoais. E tá tudo bem também precisar dessas coisas.
Eu me identifico muito com pessoas mais novas do que eu, pois ainda me sinto uma adolescente. Só que a maioria das pessoas com quem eu convivo é mais velha do que eu.
Ás vezes eu amo essa dualidade que existe em mim, de gostar dos dois extremos e transitar entre eles sem problemas. Às vezes eu acho muito difícil definir exatamente as coisas que eu gosto e que eu não gosto, por conta dessa dualidade tão forte.
Ainda me sinto presa à essas amarras de preferências. Gostaria de não ter preferências, preconceitos nem de prejulgar as pessoas. É difícil falar sobre coisas que eu não gosto. Eu me esforcei para garantir que meu consciente questionasse cada pensamento meu no qual houvesse algum tipo de preconceito ou pré-julgamento.
É difícil admitir, por exemplo, que talvez eu não vá me relacionar bem com travestis e drag queens.
Esforço-me para não ter nenhum tipo de pré-julgamento a respeito de pessoas trans. Mas é difícil ter esse mesmo tipo de pensamento a respeito de travestis e drag queens, pois eu penso, e reitero que isso é um achismo de minha parte, que eu não me daria bem com os dois mundos nos quais essas pessoas transitam.
É difícil admitir para mim mesma que eu não tenho nem teria interesse romântico em pessoas acima da minha faixa etária. Digamos, no mínimo uma década acima. É difícil admitir que eu tenho um pré-julgamento sobre como essas pessoas pensam e agem. É difícil acreditar que essa relação não seria paternalista e que eu não seria tratada de forma condescendente.
Talvez tudo isso sobre o que estou falando não seja considerado preconceito por alguns, e sim apenas preferências afetivas. Mas, como tudo que falo envolve pré julgamento, algo que não necessariamente engloba todas as pessoas desses universos, para mim isso é preconceito.
E é difícil admitir que eu tenho preconceitos.
É uma tarefa complicada apontar para mim mesma de forma negativa.
É difícil dizer que, embora eu ache as mulheres muito mais bonitas e melhores do que os homens, talvez eu não consiga manter uma relação afetiva saudável com uma. Simplesmente pelo fato de achar que eu não vou gostar muito de fazer sexo oral em uma mulher. Isso não parece engraçado? E irônico.
Ainda me sinto presa à essas amarras de preferências. Gostaria de não ter preferências, preconceitos nem de prejulgar as pessoas. É difícil falar sobre coisas que eu não gosto. Eu me esforcei para garantir que meu consciente questionasse cada pensamento meu no qual houvesse algum tipo de preconceito ou pré-julgamento.
É difícil admitir, por exemplo, que talvez eu não vá me relacionar bem com travestis e drag queens.
Esforço-me para não ter nenhum tipo de pré-julgamento a respeito de pessoas trans. Mas é difícil ter esse mesmo tipo de pensamento a respeito de travestis e drag queens, pois eu penso, e reitero que isso é um achismo de minha parte, que eu não me daria bem com os dois mundos nos quais essas pessoas transitam.
É difícil admitir para mim mesma que eu não tenho nem teria interesse romântico em pessoas acima da minha faixa etária. Digamos, no mínimo uma década acima. É difícil admitir que eu tenho um pré-julgamento sobre como essas pessoas pensam e agem. É difícil acreditar que essa relação não seria paternalista e que eu não seria tratada de forma condescendente.
Talvez tudo isso sobre o que estou falando não seja considerado preconceito por alguns, e sim apenas preferências afetivas. Mas, como tudo que falo envolve pré julgamento, algo que não necessariamente engloba todas as pessoas desses universos, para mim isso é preconceito.
E é difícil admitir que eu tenho preconceitos.
É uma tarefa complicada apontar para mim mesma de forma negativa.
É difícil dizer que, embora eu ache as mulheres muito mais bonitas e melhores do que os homens, talvez eu não consiga manter uma relação afetiva saudável com uma. Simplesmente pelo fato de achar que eu não vou gostar muito de fazer sexo oral em uma mulher. Isso não parece engraçado? E irônico.
Ter preferências às vezes parece um processo normal. Mas, para mim, parece algo errado de se fazer. Eu não tenho nenhum interesse sexual em alguém se antes não houver interesse romântico. Não é estranho dizer que por causa de uma característica ou outra, eu vou negar esse interesse amoroso ou talvez até mesmo não conseguir senti-lo em momento algum?
Mas de uma coisa eu sei: essa história de "nada me serve" é balela. Não posso dizer que "nada me serve". Algumas coisas nesse amplo universo me são úteis e eu as quero para minha vida. Mas eu não quero o nada.
Mas de uma coisa eu sei: essa história de "nada me serve" é balela. Não posso dizer que "nada me serve". Algumas coisas nesse amplo universo me são úteis e eu as quero para minha vida. Mas eu não quero o nada.
O nada é uma parte do tudo, assim como o espaço vazio entre o núcleo do átomo e os elétrons é uma parte do átomo. E eu não quero o nada. Não quero o vazio, a falta de significado. Quero algo que faça sentido para minha cabeça racional e cética.
Contudo, eu preciso admitir para mim mesma que eu frequentemente desejo o nada, que eu frequentemente desejo o vazio da morte. Como um clarão na mente, um relâmpago no céu azul, o pensamento suicida me surge e logo vai embora, deixando em mim a preocupação por ser uma ideia tão recorrente. Mas eu sei que isso não é algo para mim. E como eu sei disso?
Eu sei disso pois eu ainda tenho esperança. Esperança em mim, em minha melhora, em meu crescimento.
A esperança sempre foi minha maior arma contra o nada.
E eu tenho esperança de que, um dia, talvez, eu consiga eliminar mais alguns desses preconceitos.
Meu coração busca a abrangência e a aceitação alheia em seu máximo.
E eu tenho esperança de que, um dia, talvez, eu consiga eliminar mais alguns desses preconceitos.
Meu coração busca a abrangência e a aceitação alheia em seu máximo.
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